Preliminares e Previsões

As últimas e as próximas da F1 – O que esperar?

Esse 2016 já não está tão 2015

Sim, é verdade que há duas Mercedes na ponta do campeonato e também é verdade que poucos esperavam que o piloto mais próximo das duas fosse Daniel Ricciardo. É absolutamente irreal estabelecer as expectativas de um campeonato com base em suas duas primeiras corridas. Alguns comentaristas até reproduzem suas famigeradas estatísticas, citando, por exemplo, que na maior parte das vezes o vencedor de um determinado GP se tornou o vencedor do campeonato. Algo que não significa muito na realidade, mas que faz parte desse grande jogo. Tendo em vista que estamos a léguas do final do campeonato resta-nos ver os primeiros passos.

WILLIAMS E SAUBER

As equipes ocupadas pelos dois “Felipes” não estão na melhor fase dos últimos três anos. Logicamente há um abismo entre Williams e Sauber, mas algo elas tem em comum: queda de rendimento. A crise que envolve a Sauber é infinitamente maior do que os problemas da equipe de Felipe Massa, mas é inegável a dificuldade enfrentada pelos dois times.

O maior trunfo dos FW é ter saído do pelotão do fundo e ter estabelecido dois campeonatos com consistentes terceiros lugares. Algo extremamente positivo, mas que não pode ser o objetivo final de uma equipe que já foi a maior campeã de construtores e que hoje sustenta a segunda posição com nove títulos. O momento atual da Fórmula 1 logicamente estabelece novas metas, novas realidades e novos desafios e nesse misto vemos que algumas outras equipes começam a consistentemente ameaçar a equipe de Grove. Talvez se eles pelo menos acertassem a estratégia, pitstop eles já aprenderam.

Williams Sauber

Já a Sauber está agonizando na ponta final do grid. Com a participação ameaçada e com constantes atrasos e contando com adiantamentos para sobreviver, a esperança parece estar depositada numa eventual compra da equipe.

LÁ VÊM ELES

Apesar da aparente mesmice na ponta da frente, é importante observar o pelotão do meio, que é a parte mais movimentada e cheia de possibilidades do grid. A Haas tem mostrado um consistente trabalho com Grosjean, o que tem gerado bastante polêmica, por não serem “construtores” na essência. A Toro Roso tem surpreendido e só faltam alguns ajustes de estratégia para se saírem melhor. E temos a McLaren que nunca será uma equipe média, mas que tem que se contentar por ter voltado ao meio do grid, tendo em vista o último ano. Renault e Force India tem que se projetar um pouco mais para começarem a brigar pelo bolo do meio. Tudo isso mostra a alta competitividade desse pelotão, que até o momento tem sobrepujado Williams e ameaçado RBR. Pensando bem, esse campeonato não está tão “frio” assim, pois por mais que o foco seja o primeiro carro, temos outros 21 carros na pista e a maior parte deles está brigando feio. Resta esperar pra ver.

ÍMOLA

No final de semana do GP da Rússia (30 de abril a 01 de maio) terão passado 22 anos desde o fatídico GP de San Marino, em que faleceram Roland Ratzenberger e Ayrton Senna. Apesar de ter saído do calendário muito tempo depois dessa data, o circuito sempre traz lembranças melancólicas e até mesmo felizes. Seja como for, devido aos problemas de negociação com o Circuito de Monza, existe a real possibilidade de termos Imola de volta ao calendário.

CLASSIFICAÇÃO

Quando se fala de Fórmula 1, se fala de eficiência, de qualidade, de inovação e de organização. O que não tem se refletido no formato do campeonato e nas decisões imediatistas tomadas na busca desesperada por aprovação e audiência. É absurdamente constrangedora a forma com que algumas medidas são tomadas na Categoria Máxima do Automobilismo Mundial, como se fossem amadores controlando uma nave espacial.

A dificuldade que a categoria tem para responder aos anseios de fãs é assustadora. Chegando a ameaçar a classificação da Fórmula 1 como a primeiríssima do mundo do automobilismo.

Em meio a esta crise, é preciso achar um ponto de equilíbrio entre o interesse das grandes patrocinadoras, o ego de Bernie Ecclestone, o ego de Jean Todt, o ego dos grandes chefes de equipes, os desejos dos pilotos e a paixão dos fãs.

Com o retorno do antigo formato de classificação e com a introdução do novo sistema de pneus, com três jogos disponíveis, o que tem sido considerado positivo, muito se olha para a melhor estratégia no GP da China. Lembrando que os jogos são escolhidos no máximo 14 semanas antes dos GPs em pistas não europeias. Vemos abaixo as escolhas de pneus para cada piloto.

pneus_china_blog

CONSTATAÇÃO

Aos fãs foi reservada a espera, pois a promessa já foi feita.