No meio do caminho tinha um Vettel…

tinha um Vettel no meio do caminho.

A gota d’água numa latinha de paciência.

Na penúltima etapa ocorrida (GP da China), Daniil Kvyat, apesar da invasão de espaço sobre Vettel que acabou ocasionando uma colisão entre ferraristas, conquistou um lugar ao Sol, digo, no pódio. No entanto, havia se estabelecido um ranço entre ex-RBR e atual RBR. Na Rússia surgiu a oportunidade de provar, em casa, que a invasão de espaço era um ponto fora da curva e que Kvyat estava preparado para estar numa equipe de ponta, afinal, ele terminou o campeonato na frente de seu companheiro de equipe no ano anterior. Mas o piloto russo resolveu “implicar” com o Vettel de novo e tirou o ex-RBR da corrida e a própria RBR da zona de pontuação. A gota d’água nessa latinha de enérgitico que é paciência de Helmut Marko, consultor da Red Bull.

Aos poucos o burburinho se formou e inúmeras notícias surgiram sobre a possibilidade de Verstappen ser presenteado em 2017 com uma vaga na equipe mãe, mas não, o presente é mais rápido e urgente. O GP da Espanha, que acontecerá em 15 de maio, já apresentará a troca de pilotos. Button, piloto mais experiente do grid atual, defendeu Kvyat e questionou a precipitada decisão dos dirigentes da RBR, tendo em vista um pódio alcançado recentemente. No entanto, a equipe, “mal acostumada” pelos 4 campeonatos consecutivos, não pôde suportar a aproximação da Williams e a ameaça ao seu atual terceiro lugar no Campeonato de Construtores.

A Fórmula 1 já viu muita gente que fez muito mais besteira e obteve muito menos acerto ser mantido em equipes com maior potencial que atual RBR, no entanto, na fase atual, a equipe austríaca não parece ter paciência para erros de principiante e resolveu apostar num outro principiante que comete erros similares, mas que, dizem os profetas, tem potencial parecido com o de Senna.

O acerto dessa decisão só poderá ser observado ao longo do ano se a micropaciência dos dirigentes da RBR deixar, tendo em vista que o jovem Verstappen costuma ser criticado justamente pela sua imaturidade e precipitação. Mas a Fórmula 1 atual está repleta de muito disso aí: decisões imaturas, rápidas, emotivas, viscerais e com pouca projeção para o futuro.

Por outro lado, a Toro Rosso acaba de ser presenteada com um piloto muito mais experiente e com sede de mostrar serviço. Esperamos que o público seja também presenteado com a reação dos dois jovens pilotos. E você aí, o que acha?