McLaren e seus heróis

Trajeto, questões, quedas e despedidas

No dia 22 de maio deste ano (2016), a McLaren completará 50 anos desde sua estreia na Fórmula 1, que ocorreu no Grande Prêmio de Mônaco de 1966. Desde lá foram grandes sucessos, alguns estão especialmente gravados na mente e no coração dos brasileiros. Nessa história também houve grandes problemas, crises e despedidas. Com 8 títulos de construtores, 12 títulos de pilotos e 182 GP’s conquistados, a McLaren é uma das maiores equipes da história da Categoria.

Bruce McLaren

Alguns Heróis

A equipe foi fundada pelo empresário Teddy Mayer (1935 – 2009) e pelo piloto Bruce McLaren (1937 – 1970), neozelandês, nascido em Auckland, que desde 1991 integra o Hall da Fama dos esportes a motor. Fez também parte do início desta famosíssima equipe Tyler Alexander (1940-2016), que faleceu no dia 07 de janeiro, quinta-feira, aos 75 anos. Tyler sem dúvida foi um dos grandes nomes do automobilismo, trabalhando ao lado de grandes nomes, comoAyrton Senna e Lewis Hamilton. Embora tenha sempre mantido contato com a equipe que ajudou a constituir, em 1982 vendeu suas ações a Ron Dennis, que hoje é o chefe da equipe.

Tyler Alexander

A gama de grandes pilotos que pilotaram os carros da McLaren é invejável, dentre eles vale destacar o bicampeão Emerson Fittipaldi, que em 1974 venceu o Campeonato Mundial pela equipe, dando lugar dois anos depois para James Hunt, que se tornaria campeão com o time em 1976, ano do terrível acidente de Niki Lauda, que conquistaria também um título pela McLaren 8 anos mais tarde, em 1984, ano em que estreou Ayrton Senna da Silva, que se tornou tricampeão mundial pilotando o carro vermelho e branco da Honda Marlboro McLaren (1988, 90 e 91).

Ayrton

Foram também campeões com a McLaren: Alain Prost (1985, 86 e 89), Mika Häkkinen (1998 e 99) e Lewis Hamilton (2008). Outros campeões também passaram pela equipe, embora não tenham conquistado título pela mesma (não ainda), como Fernando Alonso, Jenson Button e Kimi Räikkönen.

Crise

Em 2007, a Fórmula 1 passou por uma das maiores crises de sua história. Um esquema de espionagem em que o ex-mecânico da Ferrari Nigel Stepney, falecido em 2014, fornecia dados para Mike Coughlan, engenheiro da McLaren na época. Fernando Alonso, então piloto da equipe, auxiliou na investigação do caso, que resultou em uma pesada multa e na perda de todos os pontos conquistados no Campeonato de Construtores pela equipe de Woking. Embora não tenha sido o único caso já identificado de espionagem, o fato ficou marcado pela multa milionária (US$ 100 milhões) e pelo risco (ainda que pequeno) de suspensão da equipe.

Baixo Rendimento

A combinação McLaren-Mercedes durou de 1995 a 2014 e só foi interrompida por uma questão de estratégia, embora o “motor” Mercedes tenha se mostrado o mais competitivo em 2014. Segundo Ron Dennis era evidente a impossibilidade de se tornar campeã, com o atual regulamento, sendo uma equipe cliente, já que desde 2010 a Mercedes havia retornado como construtora.

Ressurgiu então a famosa combinação McLaren-Honda, que entre 1988 e 1992 estabeleceu uma das maiores dominâncias da categoria. No entanto, apesar do saudosismo, a unidade de potência mostrou-se aquém do esperado e levou a equipe a uma sofrível penúltima colocação. Para o ano atual, no entanto, crê-se numa ampla evolução do time e a reconquista de seu lugar de direito entre as maiores e melhores do grid.

Sendo atualmente pilotada por Jenson Button e Fernando Alonso, campeão e bicampeão respectivamente, a grandiosa equipe de Woking traz para 2016 as esperanças de um bom recomeço. Existe a promessa de serem até 2 segundos mais rápidos do que no último campeonato. Se a promessa vai se cumprir não se sabe, mas muitas coisas podem ser esperadas de um time tão grande e com tanta história, de um time cuja história ajuda a contar a história da própria Fórmula 1.