GP da Europa – Surpresas e Classificação

Rosberg, ralo voando, saídas e Sergio Perez

por Júnior Ribeiro

Todos queriam conhecer o mais novo circuito da Fórmula 1, o circuito urbano de Baku. Havia um ar de preocupação e de animação nessa pista repleta de velocíssimos corredores, sem uma área de escape razoável. Alguns pilotos apressaram-se em demonstrar consternação e desaprovação com os observados retrocessos em termos de segurança, outros expressaram positivo interesse no traçado, que promove altíssima velocidade sem margem de erro.

Williams

Algumas equipes eram tidas como diretamente beneficiadas pelas longas retas e setores de aceleração plena, como Mercedes, Williams e Force India. No entanto, a Williams não teve o melhor final de semana até agora, pelo menos por enquanto. Como Felipe Massa sofrendo bastante com seu carro e com um ralo solto danificando o sidepod de Valtteri Bottas, a equipe levou seus dois carros ao Q3, mas com um desempenho aquém do desejado.

 

Force India

Dos carros de equipes médias, foi o de Sergio Perez que mais se destacou. Com um desempenho extremamente positivo nos treinos, o mexicano conseguiu marcar o segundo melhor tempo no Treino Classificatório. Apesar do positivo resultado, o piloto perderá cinco posições, pois foi obrigado a trocar o câmbio após a batida no fim do TL3.

Sauber, Manor e Renault

A Sauber de Nasr finalmente desgarrou do final do grid e marcou o 16º melhor tempo, conseguindo chegar ao Q2. Com as grandes retas, o motor Mercedes da Manor falou alto e impulsionou Harianto e Wehrlein para o 17º e 18º lugares respectivamente. Button não conseguiu sair do Q1, assim como Ericsson e as duas Renault.

Mercedes

As duas Mercedes eram as favoritas e quanto a isso não restavam dúvidas. Apesar disso, Hamiton demonstrou grande dificuldade no Q2, tendo inclusive que utilizar pneus bem gastos para marcar seu melhor tempo nos últimos segundos. O Q3 não foi mais fácil e numa das tentativas de marcar tempo acertou a roda dianteira direita no muro o que danificou imediatamente o carro, enquanto isso Rosberg marcava o tempo que definiria sua pole. O toque que o tirou da classificação ocasionou uma bandeira vermelha faltando pouco mais de dois minutos para o encerramento, o que pôs em questionamento a continuidade do treino. Haveria tempo para abrir apenas uma volta e os carros promoveram uma verdadeira corrida na volta de abertura para a última volta.

Roda dianteira direita do carro de Hamilton

Roda dianteira direita do carro de Hamilton

6 km de muito trânsito, pouco escape, curvas cegas e personalidade

Ficou muito visível nos treinos que esse circuito era um misto de grandes dificuldades, tornando-o uma verdadeira prova de fogo. Suas longas retas chegaram a ser criticadas por favorecer os carros com maior potência no motor. Apesar das críticas, a saída prematura de Hamilton e o segundo tempo da Force India criou novos aspectos para o circuito, que tem personalidade própria, com forte inclinação para promover o caos. Talvez esse misto de dificuldades seja uma boa receita para aquilo que os fãs tanto desejam. Buscar o limite do carro, raspando em muros e sem saber o que virá após a próxima curva é algo que evoca o heroísmo dos pilotos de outrora.

Romantismo à parte, é incrível que uma pista tão longa tenha sido também marcada por muito trânsito, algo próprio de sua natureza, por ser um circuito urbano. Vale ressaltar ainda que as poucas áreas de escape da pista foram muito visitadas, o que ocasionou uma alta frequência de bandeiras amarelas. Ainda pouco se sabe sobre o destino desta prova e deste circuito, mas muito pode ser esperado da prova de amanhã. E vocês, o que esperam do Circuito Urbano de Baku?

Confira abaixo os tempos do Treino Classificatório

Europa 2016 Classificação