Fórmula 1 terá a maior revolução em 36 anos

Escrito por Willian Ceolin 24 de novembro de 2009, 9:25

Grid da Fórmula 1 estará renovado em 2010

Quatro ou talvez cinco novas equipes estarão presentes na próxima temporada do campeonato mundial de Fórmula 1. Isso sem contar a Mercedes, claro, compradora da Brawn GP. Com ela, são seis novos times para 2010.

A última vez que quatro equipes estrearam na categoria foi em 2006, quando tivemos a entrada da BMW, Midland, Toro Rosso e Super Aguri. Após quatro temporadas, apenas a Toro Rosso ainda sobrevive.

Mas se formos pensar na última vez em que seis ou mais escuderias fizeram a sua estreia na Fórmula 1, então nós precisamos voltar no tempo até os anos 70. A última vez que isso aconteceu foi em 1974.

Sete equipes estrearam naquela temporada. Dentre elas estava a Penske, hoje sucesso na Fórmula Indy. Mas os outros times tiveram uma vida curta e sem sucesso.

Trojan, Amon e Token sobreviveram por uma única temporada. A Lyncar durou dois anos. Enquanto a japonesa Maki, a norte-americana Parnelli e a própria Penske encerram as suas atividades em 1976.

Número de novas equipes por ano

09 08 07 06 05 04 03 02 01 00 99 98
1 1 1 4 1 0 0 2 0 1 1 0
97 96 95 94 93 92 91 90 89 88 87 86
3 0 1 2 2 1 4 2 1 3 2 2
85 84 83 82 81 80 79 78 77 76 75 74
3 0 2 0 2 1 2 4 3 4 1 7

Ou seja, houve muitos times novos, mas sem nenhuma proposta efetiva para a Fórmula 1. Resultado: o fracasso. Então, surge a pergunta: o mesmo não pode acontecer com as novas equipes de 2010?

Campos, Manor, USF1, Lotus e, talvez, a Qadbaq. Além da volta da Mercedes. Seriam praticamente seis novos times disputando espaço na categoria. Mas quais deles possuem realmente um bom projeto? Vamos analisar uma a uma:

Mercedes

Sem dúvida é a mais preparada entre as novatas. Há algum tempo, a montadora alemã vinha se inserindo de maneira mais profunda na Fórmula 1. Porém, não tinha espaço suficiente na McLaren.

Com o surgimento da Brawn GP, surgiu um espaço para o retorno das “Flechas de Prata”. Os alemães retornam à categoria com o status de vencedores. O ponto falho da equipe para 2010 pode ser também a grande arma: os pilotos.

Ainda não se sabe quem será o companheiro de Rosberg. Mas a escolha pelo alemão é uma incógnita. A Mercedes aposta num jovem talento, mas será que ele responderá à altura correndo por uma grande equipe?

Fora esse ponto, a Mercedes tende a ter vida longa na Fórmula 1. Com projeto a longo prazo, ela vai na contramão das outras montadoras e mostra que a categoria pode ser um bom negócio.

Campos

Fora a Mercedes, cujo embrião é a Brawn GP, a Campos deve ser a melhor equipe dentre as estreantes. Com um projeto avançado e a experiência de Adrián Campos, ela pode ser um grata surpresa com o passar do tempo.

Aliás, ela é a única equipe cujo carro já foi homologado pela FIA. Ou seja, demonstra o quão comprometidos os profissionais estão. Já investiram no piloto brasileiro Bruno Senna e devem anunciar o companheiro dele em breve.

Manor

Enquanto persiste a dúvida se ela se chamará Manor ou Virgin, a equipe trabalha forte no projeto para 2010. O piloto alemão Timo Glock já foi anunciado e existe a expectativa de que o mesmo aconteça com o brasileiro Lucas di Grassi nos próximos dias.

Manor e Campos, aliás, são as duas equipes que parecem estar com o melhor projeto para a Fórmula 1. Provavelmente serão as únicas dentre as novatas que terão vida longa na categoria.

USF1

Dúvidas sobre o projeto dos norte-americanos chegaram a ser levantadas pela imprensa mundial. Mas a equipe garante: tudo está encaminhado para a estreia na próxima temporada.

Mesmo assim, o silêncio quase constante da USF1 preocupa. Se ela tiver um bom desempenho em 2010, será uma grata surpresa.

Lotus

Essa nova Lotus prometida pelos malaios sequer passa perto de ser a tradicional equipe que fez sucesso no passado. Trata-se de um investimento, que conta até com dinheiro do governo local.

Deve ser a candidata ao posto de “fundão de grid” em 2010. Caso aconteça o contrário, será uma surpresa maior do que bons resultados da USF1.

Qadbak

O time suíço, comprador da BMW, ainda não está garantido na próxima temporada. Espera-se que a FIA dê uma resposta logo sobre o assunto. Mas a situação deles é complicada.

Jornais do mundo inteiro se referiram à escuderia como “Qadbang” ao descobrir que o principal investidor deles trata-se de Russell King, um homem com passagens frequentes pela polícia por fraudar o fisco. Aliás, ele está com os bens congelados por causa disso…

Ou seja, é difícil imaginar que a equipe tenha o dinheiro que se pensava que tinha. Muito mais complicado prever algum futuro para o time…

Em resumo, haverá seis novas equipes (talvez), mas apenas três delas, na minha opinião, podem ter futuro na Fórmula 1: Mercedes, Campos e Manor. E vocês, o que esperam dos novos times?

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3 comentários para “Fórmula 1 terá a maior revolução em 36 anos”

  1. Marcelonso disse:

    Diria que das novas,as que devem vingar serão a Campos e a Manor por todo histórico que ambas tem com o automobilismo,as demais se não morrerem na casca,terão vida curta.

    abraço

  2. Raphael disse:

    Melhor assim, aumenta a competitividade (em tese).

    Mas revolução mesmo seria o Bernie Ecclestone ir embora do circo.

    Willian, tem notícias do Bruno Santos? Enviei o prêmio para ele, mandei-lhe email com as fotos do carrinho, mas não obtive resposta.

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