
O Fórum de Negócios do Automobilismo abriu algumas discussões interessantes nesse ano. Uma delas chegou a ser destaque na AutoSport: a utilização da internet na Fórmula 1.
Gerard Lopez, um dos interessados na compra da Renault, e Tony Fernandes, chefe da equipe Lotus, foram algumas das pessoas que trouxeram boas reflexões sobre o assunto.
Esses dois sujeitos são o retrato de uma nova fase da categoria: a inserção de investidores nesse mercado. Mas, acima de tudo, eles são homens de negócio, com faro apurado e boas ideias.
Um dos aspectos abordados por Lopez é o fato de a maior parte das pessoas acompanhar a F1 pela web e não mais por veículos tradicionais como a televisão, por exemplo.
Tony Fernandes caminha na mesma linha quando afirma a necessidade de a categoria “abraçar” a internet. Ou seja, nós precisamos encará-la como uma aliada e não como uma inimiga.
Esse é um dos pontos fundamentais da minha reflexão de hoje. Ainda existem pessoas dentro da Fórmula 1 que se recusam a aceitar a internet como parte fundamental da categoria.
Isso nos mostra certo ar de ironia. A internet mudou a Fórmula 1 de tal maneira que é impossível imaginar a categoria sem ela. Embora a web tenha trazido pontos negativos indiscutíveis, ela também faz algo louvável: populariza esse esporte.
Uma porção de pessoas no mundo inteiro passou a acompanhar a F1 graças a acessibilidade que a rede de computadores nos proporciona. Hoje, a internet conseguiu algo que se buscava há sessenta anos: popularizar a Fórmula 1.
Eu não vou entrar aqui na meritocracia ou nos efeitos negativos disso – pelo menos não hoje. O que eu quero é mostrar os benefícios da internet na Fórmula 1 contemporânea.
Nós ganhamos interatividade, riqueza de informação e proximidade. A web transformou a Fórmula 1 em futebol, um esporte popular, daqueles que a gente discute no bar da esquina.
Ela criou um público diferente e cada vez mais interessado. As pessoas estão buscando mais informações sobre a categoria. Elas procuram sites, blogs, fóruns. Tudo para aprenderem mais sobre o esporte que, para muitos, começa apenas nesse momento.
Por isso, Fernandes está totalmente certo quando acredita que devemos abraçar a internet. Será impossível evitá-la daqui a algum tempo. E não há motivos para evitá-la.
Se o fizesse, a Fórmula 1 deixaria de existir. Esse é o público do momento. Um público diferente, é verdade. Mas um novo grupo de pessoas que adotou a categoria como uma nova opção de entretenimento.
Dessa maneira a internet mudou a Fórmula 1. Ela trouxe o torcedor para junto dos pilotos e das equipes. Justamente esse crescimento do público que trouxe os investidores para a categoria. Eles sabem que existem bons negócios por aqui. Basta saber agir. Esse é o próximo passo a ser dado: trabalhar com inteligência.
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Concordo com sua análise William. A internet popularizou a F1 de uma tal forma que você vê pessoas discutindo o assunto em qualquer lugar. Pena que os homens fortes da F1 (tio Bernie principalmente) ainda não olharam por esse lado, pois só pensam com o bolso!
Esse é outro equívoco do Bernie Ecclestone: achar que não se pode lucrar com a Fórmula 1 na internet. Existem boas possibilidades para isso. Basta agir com inteligência.
Com internet pode-se tudo, até lucrar, se ele usasse a cabeça ;)
Parabéns pelo texto Willian.
Olha, o Sr Bernie Ecclestone é um homem inteligente, porém resta saber se ele vai deixar a internet se integrar totalmente com a categoria, vide tempos atrás que ele queria proibir vídeos antigos de corridas de F1. Ainda bem que isso não aconteceu. Tomara que encontrem uma solução, de modo a categoria estar mais próxima de seu público, pois quem dá visibilidade a ela e retorno, são os próprios fãs! Um abraço!
O que seria um grande equívoco. O que ele deveria fazer é justamente o contrário: resgatar esses vídeos e disponibilizar as corridas de maneira gratuita na web. Eu não sei se ele fará isso algum dia, mas me alegra para ver a preocupação de alguns pessoas “novas” na F1 com esse assunto.
Eu mesmo vivo procurando vídeos de F1 no Youtube. E com o patrocínio deles na USF1, acredito que vão unir o útil ao agradável. Quem sabe até não teremos a transmissão de corridas ao vivo mediante uma assinatura simbólica (coisa de 10 dólares por mês ou 100 dólares o pacotão com desconto pro ano inteiro).
Essa é a tendência.
Também concordo com sua análise, William. A internet é o futuro da F1, da mesma forma que é o futuro para os outros esportes. E ainda assim, há espíritos retrógrados que não reconhecem o quanto a web é necessária para a F1 de hoje.
Vamos ver se o SCHUMACHER é tão bom para ter conquistado tantos títulos ou se os conquistou por, na maioria deles, ter tido um carro totalmente superior ao dos outros pilotos, deixando a F1 meio sem graça…
Eu acho uma boa idéia inserir a possibilidade de cameras onboard no site da Formula 1. Seria legal acompanhar a corrida pela TV e seu piloto preferido pela net, tudo ao mesmo tempo…muito legal
Realmente seria interessante, Taris. Agora que você tocou no assunto, eu lembrei de um post do Becken Lima, do F1 Around, que mostra como é feita a transmissão da NBA nos Estados Unidos.
Seria ótimo se a Fórmula 1 seguisse os passos dos norte-americanos. O link para o post:
http://f1around.wordpress.com/2010/02/16/nba-mostra-como-a-f1-deveria-ser-transmitida-na-internet/