Como a internet mudou a Fórmula 1

Escrito por Willian Ceolin 10 de dezembro de 2009, 9:17

Internet popularizou a Fórmula 1

O Fórum de Negócios do Automobilismo abriu algumas discussões interessantes nesse ano. Uma delas chegou a ser destaque na AutoSport: a utilização da internet na Fórmula 1.

Gerard Lopez, um dos interessados na compra da Renault, e Tony Fernandes, chefe da equipe Lotus, foram algumas das pessoas que trouxeram boas reflexões sobre o assunto.

Esses dois sujeitos são o retrato de uma nova fase da categoria: a inserção de investidores nesse mercado. Mas, acima de tudo, eles são homens de negócio, com faro apurado e boas ideias.

Um dos aspectos abordados por Lopez é o fato de a maior parte das pessoas acompanhar a F1 pela web e não mais por veículos tradicionais como a televisão, por exemplo.

Tony Fernandes caminha na mesma linha quando afirma a necessidade de a categoria “abraçar” a internet. Ou seja, nós precisamos encará-la como uma aliada e não como uma inimiga.

Esse é um dos pontos fundamentais da minha reflexão de hoje. Ainda existem pessoas dentro da Fórmula 1 que se recusam a aceitar a internet como parte fundamental da categoria.

Isso nos mostra certo ar de ironia. A internet mudou a Fórmula 1 de tal maneira que é impossível imaginar a categoria sem ela. Embora a web tenha trazido pontos negativos indiscutíveis, ela também faz algo louvável: populariza esse esporte.

Uma porção de pessoas no mundo inteiro passou a acompanhar a F1 graças a acessibilidade que a rede de computadores nos proporciona. Hoje, a internet conseguiu algo que se buscava há sessenta anos: popularizar a Fórmula 1.

Eu não vou entrar aqui na meritocracia ou nos efeitos negativos disso – pelo menos não hoje. O que eu quero é mostrar os benefícios da internet na Fórmula 1 contemporânea.

Nós ganhamos interatividade, riqueza de informação e proximidade. A web transformou a Fórmula 1 em futebol, um esporte popular, daqueles que a gente discute no bar da esquina.

Ela criou um público diferente e cada vez mais interessado. As pessoas estão buscando mais informações sobre a categoria. Elas procuram sites, blogs, fóruns. Tudo para aprenderem mais sobre o esporte que, para muitos, começa apenas nesse momento.

Por isso, Fernandes está totalmente certo quando acredita que devemos abraçar a internet. Será impossível evitá-la daqui a algum tempo. E não há motivos para evitá-la.

Se o fizesse, a Fórmula 1 deixaria de existir. Esse é o público do momento. Um público diferente, é verdade. Mas um novo grupo de pessoas que adotou a categoria como uma nova opção de entretenimento.

Dessa maneira a internet mudou a Fórmula 1. Ela trouxe o torcedor para junto dos pilotos e das equipes. Justamente esse crescimento do público que trouxe os investidores para a categoria. Eles sabem que existem bons negócios por aqui. Basta saber agir. Esse é o próximo passo a ser dado: trabalhar com inteligência.

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11 comentários para “Como a internet mudou a Fórmula 1”

  1. Concordo com sua análise William. A internet popularizou a F1 de uma tal forma que você vê pessoas discutindo o assunto em qualquer lugar. Pena que os homens fortes da F1 (tio Bernie principalmente) ainda não olharam por esse lado, pois só pensam com o bolso!

    • Pena que os homens fortes da F1 (tio Bernie principalmente) ainda não olharam por esse lado, pois só pensam com o bolso!

      Esse é outro equívoco do Bernie Ecclestone: achar que não se pode lucrar com a Fórmula 1 na internet. Existem boas possibilidades para isso. Basta agir com inteligência.

  2. Rafael Rosa disse:

    Parabéns pelo texto Willian.
    Olha, o Sr Bernie Ecclestone é um homem inteligente, porém resta saber se ele vai deixar a internet se integrar totalmente com a categoria, vide tempos atrás que ele queria proibir vídeos antigos de corridas de F1. Ainda bem que isso não aconteceu. Tomara que encontrem uma solução, de modo a categoria estar mais próxima de seu público, pois quem dá visibilidade a ela e retorno, são os próprios fãs! Um abraço!

    • vide tempos atrás que ele queria proibir vídeos antigos de corridas de F1.

      O que seria um grande equívoco. O que ele deveria fazer é justamente o contrário: resgatar esses vídeos e disponibilizar as corridas de maneira gratuita na web. Eu não sei se ele fará isso algum dia, mas me alegra para ver a preocupação de alguns pessoas “novas” na F1 com esse assunto.

  3. Raphael disse:

    Eu mesmo vivo procurando vídeos de F1 no Youtube. E com o patrocínio deles na USF1, acredito que vão unir o útil ao agradável. Quem sabe até não teremos a transmissão de corridas ao vivo mediante uma assinatura simbólica (coisa de 10 dólares por mês ou 100 dólares o pacotão com desconto pro ano inteiro).

  4. Cristiano Silveira disse:

    Também concordo com sua análise, William. A internet é o futuro da F1, da mesma forma que é o futuro para os outros esportes. E ainda assim, há espíritos retrógrados que não reconhecem o quanto a web é necessária para a F1 de hoje.

  5. João Fernando disse:

    Vamos ver se o SCHUMACHER é tão bom para ter conquistado tantos títulos ou se os conquistou por, na maioria deles, ter tido um carro totalmente superior ao dos outros pilotos, deixando a F1 meio sem graça…

  6. Taris disse:

    Eu acho uma boa idéia inserir a possibilidade de cameras onboard no site da Formula 1. Seria legal acompanhar a corrida pela TV e seu piloto preferido pela net, tudo ao mesmo tempo…muito legal

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