O que esperar além das cores?

Esmo, Mais do Mesmo e essa Ferrari promete mesmo

            Os testes da pré-temporada já estão chegando e os roncos dos motores já podem ser ouvidos, principalmente nos áudios divulgados pelas equipes. Uma grande parte da expectativa da temporada rodava entorno do desenho e da pintura dos carros, que não surpreendeu muito, mas agradou.

Cor e Motor e Aerodinâmica

A Renault era muito aguardada, obviamente por ser o ano do retorno e ninguém tinha ideia do que a construtora francesa poderia apresentar nessa nova fase da Fórmula 1. Utilizando cores provisórias, a equipe, que fez um belo charme com sons e a hashtag “HEAR US COMING” (Ouça-nos chegando), exibiu o RS16 no dia 03 de fevereiro. Muitos fãs ficaram empolgados com as cores provisórias, implorando para que fossem definitivas. Só que com certeza o maior desafio da Renault F1 Team não será a escolha de sua paleta de cores.

O primeiro ponto a ser analisado é a Unidade de Potência, que não conseguiu apresentar resultados plenamente satisfatórios nos últimos dois anos, o que significou a eminência de um rompimento com a Red Bull. Outro ponto a ser observado é a aerodinâmica, o ponto mais forte da fabricante de energéticos e que consistentemente minimizou a diferença entre a sua Unidade de Potência e a das concorrentes. Ou seja, a Renault tem o desafio de melhorar sua Unidade de Potência, mas sem dispor da aerodinâmica da RBR. Quanto a tudo isso, a equipe francesa permanece realista e bem confiante, não esperam um resultado miraculoso na temporada de 2016, mas diz que os resultados necessitam ser criados aos poucos, mas que serão construídos.

No outro extremo da paleta de cores se encontra a Williams, que exibiu no dia 19 de fevereiro seu modelo de 2016. A melhor frase para definir esse modelo é “time que está chegando em terceiro não mexe”, visto que a sua pintura mudou muito pouco e a equipe também. No entanto a chefe da equipe, Claire Williams, deixou bem claro que o preparo da equipe para esse ano começou mais cedo que o de costume e que há consistentes diferenças entre o FW38 e o FW37. Segundo ela, o novo modelo fortaleceu aquilo que já era forte e minimizou algumas de suas fraquezas. O discurso se mantém invariavelmente realista, pois são esperados saltos de qualidade por parte de outras equipes, como Red Bull e até mesmo a Force India. Claire pontuou que a Williams se tornou o alvo de outras equipes, o que é sensato, visto que a maioria espera Mercedes e Ferrari se destacando na frente. Vale ressaltar que o “mais do mesmo” é visto pela equipe como um trunfo, pois apostam na continuidade e estabilidade, que, de acordo com Pat Symonds, são a chave para a força da Williams.

Se branco for sinal de sorte esse ano a Williams está muito bem, mas quem também apostou num detalhezinho branco foi a Ferrari. Os boatos corriam desde o início do mês e finalmente foram saciados, a escuderia italiana virá com um grande detalhe branco no modelo SF16-H. Corroborando com o novo conceito de pintura, a equipe promete não apostar em mais do mesmo. Segundo Simone Resta, designer chefe, a Ferrari mudou praticamente tudo: bico, suspensão, radiadores, unidade de potência, traseira etc. O clima no time do cavalinho rampante é de muita animação, visto que todos os conceitos foram revistos com a realocação de várias partes do carro, que visaram mais eficiência aerodinâmica. Também houve investimento no sistema de combustão, no sistema de injeção e de exaustão. Segundo a própria equipe, seus objetivos são “muito, muito ambiciosos” e os fãs de Fórmula 1 e da Escuderia agradecem.

A primeira semana de testes da pré-temporada começa no dia 22 de fevereiro e se estende até o dia 25. Embora não seja a demonstração final daquilo que as equipes estão preparando para a temporada, será um bom termômetro para sentir o que o ano reserva para a categoria.