As últimas da F1

por Jaqueline Trevisan Pigatto

Monza
No dia 1° de junho foi oficializado o novo traçado de Monza, que estreia em 2017. A grande novidade é a eliminação da Chicane Rettifilio, a primeira da pista. Em seu lugar, uma reta de 1,4km, a maior da F1 (que até então era de Xangai). Uma nova chicane foi posta, na saída da Curva Grande. As modificações são parte das negociações com Ecclestone para que a Itália permaneça no calendário.

Monza

Dança das Cadeiras
Ainda sobre 2017, os boatos já correm sobre os futuros dos pilotos e as trocas de equipes. Alguns comentam das aposentadorias de Button, Räikkönen e até Alonso. Outros, como Felipe Massa, fazem questão de salientar a permanência na categoria, mesmo que ainda não saiba em qual time. Tanto Williams quanto a Renault estão em negociações com o veterano brasileiro. A Renault porém não parece ser a escolha ideal, já que está praticamente no  mesmo nível que sua atual equipe Williams (ou até um pouco mais abaixo). Massa seria de grande utilidade para o desenvolvimento do carro, mas até a equipe deslanchar de fato o piloto provavelmente já teria aposentado (algo parecido com o que está ocorrendo na McLaren).

União Europeia e distribuição de lucros
O assunto voltou a tona nos últimos dias: a reclamação que Sauber e Force India levaram até a União Europeia, meses atrás, sobre a distribuição de lucros da F1, onde as maiores equipes ficam com uma maior parte do montante arrecadado, o que violaria as regras de competição. A chefe da Sauber, Monisha Kaltenborn, comentou sobre o  silêncio do caso até agora, que significaria que nenhuma ação está sendo tomada. A intenção das equipes que registraram a queixa é de que seja feita uma investigação sobre a divisão dos lucros, na tentativa de equiparar os times.

Ordens da equipe… Mercedes?
Por falar em igualdade, Toto Wolff admitiu após o acidente na largada do GP da Espanha que a Mercedes pode vir a utilizar as polêmicas “ordens de equipe”. Já no último GP, em Mônaco, houve ordens para que Rosberg abrisse para Hamilton, pois o carro do alemão apresentava problemas. Mas como seria em uma situação onde ninguém tivesse  problemas? Rosberg, líder do campeonato, passaria Hamilton através de ordens dos chefes? Difícil imaginar como isso acabaria, já que Lewis não é nem um pouco fácil.

Morte nas corridas
Ontem (3) faleceu o piloto espanhol Luis Salom, de 24 anos, em Barcelona, durante um treino da categoria Moto2 (categoria de acesso à MotoGP). Como sempre acontece em tragédias como essa, voltam as discussões sobre segurança. A Moto2 adotou a chicane da F1 para o restante das atividades do fim de semana.
Dias antes do ocorrido, o pai do piloto francês Jules Bianchi, morto na F1 em 2014, entrou com uma ação legal contra a FIA devido ao resultado das investigações do acidente. As conclusões apontam para Jules como culpado (a velocidade não foi diminuida durante a bandeira amarela na pista), informação que segundo o próprio pai de Bianchi, os outros pilotos negam longe das câmeras. Lembrando que o acidente ocorreu debaixo de chuva no GP do Japão, sob baixa visibilidade.
Na última corrida (29), em Mônaco, Bianchi foi homenageado por Grosjean, já que foi no principado que o piloto francês registrou o resultado histórico de um 9° lugar com a Marussia.

Bianchi