[Pré-Temporada 2017] 1ª Semana

Mas que carro arretado

 

por Júnior Ribeiro

Primeiras Percepções

O que todos esperavam finalmente aconteceu: carros na pista. Com a primeira semana de testes, pudemos perceber aquilo que tão insistentemente se dizia sobre os carros de 2017: eles são rápidos, difíceis de domar e feios, pelo menos algumas barbatanas são.

Por mais que seja difícil estabelecer um prognóstico verdadeiramente eficiente com relação ao desempenho durante o ano, alguns sinais já podem ser observados e não podem ser ignorados. Por exemplo, a Ferrari que vai cravando tempos significativamente animadores, embora se neguem a promover o mesmo “criticado” furor do ano passado.

No entanto, todo fã de Fórmula 1 sabe que longe de querer estabelecer a realidade do campeonato, os testes servem para se ter um vislumbre daquilo que deve ser aperfeiçoado. Questões como confiabilidade e constância são muito mais relevantes do que a marca dos tempos em si. E esses são quesitos que colocam um sinal de alerta na Williams e na McLaren. A Williams por não ter cumprido o cronograma pretendido, devido às rodadas do novato Lance Stroll e a McLaren devido aos problemas apresentados, que lhe fizeram guardar o carro mais cedo.

Esforço Físico

Algo deve ser destacado nesse novo regulamento: a importância do piloto. Com relação a isso há opiniões bem contrastantes. Os dois pilotos da Mercedes de 2016 apontam que os carros atuais exigirão muito dos pilotos, especialmente no esforço físico. Nesse caso a experiência pode contar alguns pontos. Já Fernando Alonso pontua que se exigirá muito menos do piloto e que eventualmente as potencialidades individuais poderão fazer a diferença. O asturiano se refere principalmente ao maior período de aceleração nas curvas, o que causará mais dependência das Unidades de Potência, dando menos espaço para o fator humano.

Um equilíbrio entre os dois pensamentos, no entanto, pode ser o diferencial. Um campeonato longo com um carro exigindo muito mais do piloto pode sim minimizar, em alguns casos, a vantagem da Unidade de Potência.

Os Tempos

A poleposition para o Grande Prêmio da Espanha de 2016 ficou com Lewis Hamilton,que marcou o tempo de 01:22.000. Já na pré-temporada do ano passado o melhor tempo foi marcado por Räikkönen na segunda semana de testes, na época o tempo foi de 01:22.765. E nesse ano Valtteri Bottas alcançou no terceiro dia dos testes a significativa marca de 01:19.705. Sim, os carros estão muito mais rápidos – 24 milésimos da meta (5s mais rápidos que a pole de 2015 na Espanha).

No acumulado da semana tivemos Vettel aparecendo com o segundo melhor tempo (01:19.952) e Räikkönen em terceiro (01:20.872). Hamilton e Ricciardo ficaram com o quarto e quinto melhores tempos, com 01:20.983 e 01:21.153 respectivamente. Massa, que começou a semana com um bom número de voltas, ficou prejudicado devido aos erros de seu companheiro de equipe e teve a semana encurtada. O brasileiro fez 103 voltas no primeiro dia de testes e marcou o décimo melhor tempo da semana, com 01:22.076. Lance Stroll ficou com o 13º tempo (01:22.351).

 

O ano está apenas começando e temos muito para ver ainda na próxima semana. Não percam nada desse ano que ainda guarda um mundo de imprevisibilidade. Até a próxima.