2016: Promessa ou Dívida?

Piloto novo, equipe nova, pista nova, pneu novo…

Após um ano sem grandes expectativas, mas com pontuais e felizes surpresas, os fãs de Fórmula 1 estão num misto de ansiedade e apreensão para o próximo ano. Sabe-se que o regulamento pouco mudará e isso significa que a Mercedes muito provavelmente continuará andando na frente e que as outras equipes terão poucas chances de brigar pelo topo do pódio. Quanto às mudanças, a esperança foi depositada em 2017. Mas antes temos que passar por 2016 e segue abaixo uma pequena análise de quais novidades são esperadas.

Piloto Novo

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A Lotus, que finalmente passou ao controle da Renault, havia anunciado que o jovem piloto Jolyon Palmer assumiria o lugar deixado por Romain Grosjean. Obviamente ninguém espera que ele se torne campeão de 2016 (vai que), mas não deixa de ser uma novidade. Vale ressaltar que nesse ano tivemos Max Verstappen e Felipe Nasr como felizes novidades, o primeiro ainda mais por protagonizar grandes ultrapassagens, mostrar personalidade e se destacar no cenário da categoria (especialmente pelo sonoro “não” na etapa de Cingapura).

Equipe nova, equipe de volta e equipe precisando de resultados…

Algo muito esperado para o próximo ano é a estreia da Haas, que terá Romain Grosjean e Esteban Gutierrez em seu cockpit. Ela será, até onde regulamento permite, equipada pela Ferrari, tendo seu chassis feito pela Dallara. Embora a desconfiança sempre paire sobre as novatas, a expectativa é de que a nova equipe supere, e muito, a nanica Manor e não fique brigando pelas últimas posições.

Como anteriormente mencionado, quem merece destaque é a Renault, que retornará às atividades como equipe. Após dois meses de muita expectativa, desde a assinatura da Carta de Intenções de adquirir o controle da Lotus, o CEO da empresa Carlos Ghosn anunciou a entrada na categoria máxima do automobilismo. Muito já se espera dessa gigante do automobilismo, mas o próprio Ghosn ponderou que serão necessários ao menos 3 anos para alcançar o objetivo, que obviamente é vencer.

Embora já seja uma das maiores campeãs, a McLaren se tornou uma das grandes promessas para 2016. Com um desempenho muito aquém do esperado durante o ano de 2015, a equipe que apostou nos motores Honda carrega para o próximo uma expectativa imensa. A equipe sofreu uma grande perda financeira devido aos negativos resultados, mas trouxe principalmente através de seus pilotos, Button e Alonso, um ar de esperança. Nenhum torcedor de F1 se sente confortável ao ver a combinação McLaren-Honda andando no pelotão de trás.

Motor novo ou nem tanto…

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Após quase sair da categoria, a RBR finalmente divulgou a resolução de seu problema de fornecimento de motor. Após dois anos de desgastes com a Renault, a Red Bull continuará recebendo seus motores que, no entanto, serão batizados com o nome TAG Heuer, que será o principal patrocinador da equipe. As duas empresas parecem estar bem alinhadas e o discurso de Christian Horner parece bem otimista ao falar da nova parceria.

Outra equipe que apresentou problemas para conseguir o fornecimento da Unidade de Potência foi a Toro Rosso, irmã menor da RBR. Mas foi finalmente firmado um acordo com a Ferrari e a STR voltará a ser motorizada pela fábrica do cavalinho rampante. As unidades de potência seguirão a última especificação de 2015, ou seja, estarão um ano atrasadas.

Pista Nova

O ano de 2016, que terá o maior número de GPs da história, em sua 8ª etapa, o Grande Prêmio da Europa se dará no Azerbaijão, em Baku, no dia 19 de junho. Pouco se sabe sobre esse circuito de rua, mas novidades são sempre bem-vindas, embora tenha sido projetado pelo controverso Hermann Tilke, que desperta os mais variados comentários entre os fãs.

Pneu Novo

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No leque de coisas novas também entra um novo composto de pneu: o ultramacio. Além disso a Pirelli anunciou uma medida que visa dar mais liberdade às equipes quanto a escolha do pneu. Agora serão três tipos de pneus de pista seca para cada GP que seguirão algumas regras.

  1. Continuarão sendo 13 jogos de pneus para todo o final de semana;
  2. A Pirelli escolherá, dentre os 3 tipos disponíveis, 2 jogos de pneus para serem usados na corrida (ao menos 1 deverá ser utilizado);
  3. A Pirelli escolherá, dentre os 3 tipos disponíveis, 1 jogo mais macio para uso no Q3;
  4. As equipes escolherão os tipos de compostos que comporão os 10 jogos restantes;
  5. A escolha ficará em sigilo até 2 semanas antes do GP.

Algumas das regras se manterão inalteradas, como o uso do pneu com que foi marcado o tempo mais baixo no Q2 na corrida e a devolução do Pneu usado no Q3.

E depois de tantas novidades, fica a pergunta para o próximo ano, será que mesmo assim 2016 ficará devendo?